[Resenha] A Máquina de Contar Histórias - Mauricio Gomyde

31 de jul de 2014
A Máquina de Contar Histórias - Mauricio Gomyde
Editora: Novas Páginas
ISBN: 9788581635040
Ano: 2014
Páginas: 192
Classificação: 
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Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das fi lhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.
Resenha:
A minha primeira experiência com a escrita do Gomyde anos atrás com o livro Ainda não te disse nada, já o colocara em um lugar especial na minha estante. Ele se firmou como aquele autor nacional que vale a pena estar sempre de olho, acompanhando as novidades e aguardando a próxima estória.

O protagonista da vez é o autor best-seller nacional Vinícius Becker, que conquistara não só milhares de fãs mundo afora, como a crítica também. Suas histórias de amor, sempre dispostas a fazer qualquer leitor chorar, diferem bastante de sua vida pessoal, onde a paixão foi posta de lado. Onde nada é perfeito e aparentemente sem direito a um final feliz. Quatro anos atrás sua esposa Viviana descobrira que a Leucemia fazia parte de si. A doença levou embora momentos doces do casal. Há quatro anos Vinícius dedica-se aos livros que o fizeram tão famoso, ele abdicou de estar presente com sua mulher para correr atrás de um sonho, deixando-a de lado nos momentos em que ela mais precisou. Ele depositou em Valentina, sua filha de dezesseis anos, um fardo pesado que nem ele conseguiu suportar. Já sua filha mais nova, Vida, não conta com um pai presente em seu crescimento.

A narrativa em terceira pessoa inicia-se com a morte de Viviana e uma série de sentimentos entrando em conflito. Nosso protagonista passa a perceber quão séria foi sua ausência, o quanto seu relacionamento familiar está ameaçado. Numa tentativa de se redimir e conquistar o coração das filhas ele abdica dos compromissos envolvendo seu novo livro e elabora um plano para correr atrás do tempo perdido. Contando com a ajuda de uma amiga virtual de sua filha, a viagem será repleta de lembranças, tensões e desabafos.

Além do enredo repleto de trechos tocantes capazes de emocionar qualquer leitor,  A Máquina de Contar Histórias nos dá um panorama amplo sobre o processo técnico e criativo que envolve a produção de um livro. Posicionamentos pessoais, dos personagens, e reflexões  sobre a estrutura que compõe uma boa estória são detalhes que enriqueceram bastante a leitura. Pelo menos para mim que tenho um enorme interesse na área. Afinal, o quanto de inspiração verdadeira há nas estórias narradas por nossos autores? Qual a porcentagem de criatividade depositada e descrita? É tudo uma questão de sistematização? Macetes? Técnicas infalíveis? Nada se cria? Tudo se copia?

“(...) No fundo, as pessoas não compram autores, não compram livros, Compram a emoção que a história promete proporcionar. O que cada leitor quer é, durante a imersão no mundo criado pelo escritor, esquecer-se dos problemas, angústias e tragédias do dia a dia. Ou, ainda que por alguns instantes, experimentar uma vida diferente da sua realidade.” Trecho da página 126

 Vinícius não conhece de verdade sua filha Valentina e a garota nutre uma mágoa muito grande pelo pai. Um sentimento tão profundo que a impede de admitir algo comum entre os dois: a paixão pela escrita. Muito mais que uma trama relativamente curta, a escrita do Maurício é viciante. A conexão com os personagens acontece de imediato, ponto importante em qualquer leitura, não é mesmo? Certas conclusões são previsíveis e outras nem um pouco. Perdi a conta de quantos quotes foram marcados durante a leitura. O risco de lágrimas ou cisco nos olhos perdura até o último instante.

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