[Resenha] A Ascensão das Trevas – Morgan Rhodes

9 de jan de 2016
A Ascensão das Trevas – Morgan Rhodes (#3)
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765510
Ano: 2014
Páginas: 426
Classificação:
Página do Skoob
Depois de conquistar Mítica inteira, o rei Gaius ainda não está satisfeito: sua nova missão é encontrar a Tétrade, quatro cristais mágicos perdidos, capazes de conferir poderes indescritíveis a quem os reunir. Para isso, ele conta com os conselhos de Melenia, uma imortal que o visita em seus sonhos e que o instruiu a criar uma estrada ligando todos os reinos. Gaius acredita que está no caminho certo e que Lucia, sua filha adotiva, será a chave para localizar e despertar os cristais. Para seu deleite, os poderes de Lucia estão cada vez mais fortes, e um vigilante exilado aparece para orientar a feiticeira.
Mas o Rei Sanguinário não é o único que cobiça essa magia milenar: vindos de Kraeshia, um império vizinho muito influente, o príncipe Ashur e a princesa Amara conhecem as lendas de Mítica e desconfiam que a Tétrade não seja apenas um mito. Logo eles entram na disputa e buscam seus próprios aliados nessa corrida pelo poder.
Resenha por Carlos Cavalcanti:
O que dizer sobre esse terceiro volume da saga Queda dos Reinos? Roí minhas unhas todas querendo saber o que ia acontecer logo com a Tétrade e deixei o queixo ficar no chão com as revelações dos últimos capítulos.

A busca pela Tétrade continua a todo vapor, com novos e antigos personagens. Já conhecemos toda a trama que se desenrola (ou se enrola) em torno de Cleo, Magnus, Lucia e Jonas – as paixões proibidas, os casamentos arranjados, as derrotas e vitórias em batalhas, honestas ou não –, mas agora outros personagens ganham vez: Ashur e Amara (os príncipes irmãos que estão, também, em busca da Tétrade), Nic (amigo da Cleo que se torna um rebelde), Ioannes (o vigilante que se exilou do santuário por uma missão e um amor). Se contar no novo personagem que vai aparecer posteriormente, um carinha misterioso que faz-nos crer que ele domina o poder de um dos cristais.

Como está se tornando normal nessa busca, muito sangue é derramado e muita gente mata e morre para cumprir com um propósito. Nesse terceiro volume da saga presenciamos desde prisões e torturas até conspirações. Tudo está ficando cada vez mais emaranhado:

Cleo se alia a Jonas e passa informações diretamente do palácio para ele por meio de uma espiã, enquanto seu relacionamento com Magnus começa a tomar novas proporções, novas mudanças, mesmo que ele esteja meio que traindo ela. Já Magnus se distancia ainda mais de sua irmã e se aproxima de seu pai, mas com a descoberta dos segredos dele, acaba tramando seus próprios planos para conseguir o que quer. Lúcia faz novas “amizades” e reencontra o seu amor de sonhos, o vigilante Ioannes, que vai ajudá-la a dominar ainda mais sua magia e conseguir localizar os quatro cristais que compõem a Tétrade. Jonas, o coitado, sofrendo derrota atrás de derrota começa a mudar o rumo da sua “missão”.

O enredo da história começa a ficar cada vez mais profundo, as tramas seguem em direções diferentes das que nós, leitores, imaginamos, e a autora consegue manter o mistério que vem lá do primeiro livro (o que vai acontecer com e quando encontrarem a Tétrade? Os mundos vão ser destruídos?) sem aqueles mimimis de acrescentar romance meio que ficar fazendo várias voltas para chegar a algum lugar (o popular “enchendo linguiça”). Tem romance sim, mas não está sendo tanto o foco, e acho que talvez seja por isso que o livro seja tão, como posso dizer, eletrizante: quando você começa não se importa mais com quantidade de páginas, só quer chegar logo no final pra viver um pouco mais da história!

Outro fator positivo desse terceiro volume foi a imprevisibilidade que o enredo está construindo. Nesse momento eu retomo aquela comparação desta série com Game Of Thrones: nada do que você acha que é, é de fato; e cada expectativa que você começa a criar pode, facilmente, ser desfeita. Gostei bastante da leitura desse terceiro exemplar e a saga continua, o quarto livro está quase saindo e a apreensão para descobrir que caminhos a história vai tomar é enorme!


Carlos Cavalcanti, graduando em Letras (Português e Inglês) pela UFRPE, tem 20 anos e uma idade mental de pelo menos uns 800, com muito exagero. É apaixonado por livros e leitura e ainda sonha em escrever, ou quem sabe traduzir, algum romance (que não seja piegas). Gosta, sobretudo, de distopias, ficções, fantasias, suspenses e todas as leituras que prendem o leitor da primeira à última página do livro. 

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