[Resenha] Star Trek: Portal do Tempo - A.C. Crispin

25 de mai de 2016
Star Trek: Portal do Tempo - A.C. Crispin
ISBN-10: 8576572648
Ano: 2016
Páginas: 256
Editora: Editora Aleph
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Capitão Kirk, Spock e dr. McCoy descobrem que, durante uma viagem ao passado, Spock teve um filho. Agora, estão prestes a viajar mais uma vez através do portal do tempo a fim de resgatar esse filho, antes que seu planeta seja destruído. Resgatado, o garoto tentará aprender tudo sobre a Federação e sobre a cultura vulcana, enquanto a tripulação da Enterprise o conhece e se acostuma à sua presença. Mas seus dias de aprendizado são interrompidos quando uma invasão romulana pode mudar perigosamente o curso da história.
Resenha por Carol Teles:
“Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos... para explorar novos mundos... para pesquisar novas vidas... novas civilizações... audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.”
Olha eu de volta, a louca dos livros interestelares! Vamos conversar um pouco hoje sobre o I-N-C-R-I-V-E-L Star Trek, O Portal do Tempo.

Primeiro devo dizer o seguinte... Acredito que a experiência de ler um livro de Star Trek seja completamente diferente para alguém que não assistiu aos filmes, ou a série. Logo, entendo que algumas pessoas possam não gostar dele. Pessoalmente eu me apaixonei, e não sei exatamente se por já ser apaixonada pelo universo de Jornada nas Estrelas como um todo, ou se foi realmente no papel de apenas leitora.

O livro narra sobre um portal do tempo que Spock usa para resgatar um filho que ele descobriu ter deixado em um planeta que já foi destruído, mas que ele visitou em uma das viagens ao passado que fez com McCoy. Foi quando conheceu a mãe do garoto e teve um breve relacionamento com ela. E como ele descobre esse filho? Através de vestígios arqueológicos do planeta destruído. É inegável para a lógica de Spock que ali, naquele lugar, viveu um Vulcano, que desenhava nas paredes e deixava traços de sua raça em todos os lugares. E só poderia existir um Vulcano lá, se ele tivesse um descendente.

Então ele, McCoy e Kirk, usam o portal para voltar ao passado e resgatar o garoto. Não por nenhum laço afetivo pelo lado paterno, mas pelo dever com a família que existe nos Vulcanos.

Zar, o filho, é resgatado e levado para a Enterprise para aprender sobre os costumes de seu povo, e como se portar na sociedade evoluída, já que em seu antigo planeta ele caçava sua própria comida, e não tinha que interagir com ninguém, além dele mesmo. Spock com um filho já é algo que chama a atenção de qualquer conhecedor de Star Trek. Como todos sabem, os Vulcanos são seres movidos pela lógica e não tem nenhum vínculo afetivo com ninguém. Isso seria ilógico, no conceito deles. Até os desejos, como os sexuais, são reprimidos pelos Vulcanos.

Para entender melhor o que acontece com Spock para ter tido um relacionamento amoroso com alguém, é necessário ler o livro. Eu poderia explicar, mas daí tiraria toda a graça de quem está curioso.

Acredito que todo o meu amor por esse livrinho foi justamente pela fidelidade com que a autora retratou cada detalhe pequeno do universo de Star Trek. Seja da personalidade de líder de Kirk, a amorosa de McCoy e a falta de emoção de Spock; ou por sentir as divisões de cena como se fossem pedaços de um episódio da série. Rever isso depois de tanto tempo sem esse contato, me fez ver como estava órfã desses personagens e suas características tão únicas.

Foi interessante ver também que mesmo Spock, o mestre da lógica, não consegue se manter longe das explosões emocionais que todos temos. Costuma ser linear? Sim, mas tem seus momentos “humanos”, já que ele é metade humano. A magia da história está nesse relacionamento complicado que Zar, ¼ vulcano, tem com o pai. Ou tenta ter, já que ele é bem difícil de lidar.

A ação espacial está ali, presente nos corredores da Enterprise e em terras inóspitas. Uma delícia de ler! E a escrita da autora é tão boa, que você realmente se sente numa batalha no espaço. Raramente senti isso com os livros de Star Wars, e senti em cada página de luta desse. A essência primordial de Star Trek está presente, e isso é muito bom para um amante da série original.

O final é desolador, mas depois de um tempo entendi o que a autora fez. Afinal, a Enterprise está no espaço por cinco anos em uma missão longa e complicada. Impossível não deixar resquícios, e não levar embora tantos outros.

Se você não conhece a série, corre e vai assistir! Ou tente começar pelos filmes mais recentes que foram feitos. Se você não se apaixonar pela nave Enterprise, pela Frota Estelar ou pelo Spock, então sugiro nem tentar ler Portal do Tempo. Foi feito por uma amante para outros amantes, e talvez só eles entendam a grandeza dos detalhes disso aqui.

Quase formada em Letras; quase formada em Biblioteconomia, sou altamente inquieta e tenho problemas em terminar coisas que comecei. Durmo pouco e com milhões de travesseiros. Sou chocólatra e passo parte do meu dia em uma Interprise ou Millenium Falcon porque meu filho vive no espaço. Perco-me na vida. 

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